quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Trairi CE - Eleições 2018. Resultados


Trairi Eleições 2018

Eleitores: 40.362.


 



 Presidente. Comparecimento no 1° Turno: 84,58%.  Abstenção: 15,42%.  Votos válidos: 34.132.  Votos brancos: 690  2,02%. Votos nulos: 1.439  4,22%


 2° Turno Presidente:

 Fernando Haddad (PT): 24.614 votos (80,54%)

 Jair Bolsonaro (PSL):  5.946 votos (19,46%)


 1° Turno Presidente:

 1 - Fernando Haddad (PT): 14.601 votos (45,62%)

 2 - Ciro Gomes (PDT) ): 11.818 votos (36,93%)

 3 - Jair Bolsonaro (PSL): 4.578 votos (14,3%)

 4 - Geraldo Alckmin (PSDB): 312 votos (0,97 %)

 5 - Cabo Daciolo ( PATRI): 306 votos (0,96%)

 6 - Henrique Meirelles (MDB): 170 votos (0,53%)

 7 - Marina Silva (REDE): 77 votos (0,24%)

 8 - João Amoedo (NOVO): 54 votos (0,20%)

 9 - Álvaro Dias (PODE): 33 votos (0,10%)

 10 - Guilherme Boulos (PSOL): 29 votos (0,09%)

 11 - Vera (PSTU): 12 votos (0,04%)

12 - Eymael (DC): 3 votos (0,01%)


 Governador. Comparecimento: 84,11%. Votos brancos: 1.475  4,32%. Votos nulos: 3.948  11,57%.


 1 - Camilo Santana (PT): 25.264 votos (88,0%)

 2 - General Theofhilo (PSDB): 1.926 votos (6,71%)

 3 - Hélio Góis (PSL): 1340 votos (4,67%)

 4 - Ailton Lopes (PSOL): 157 votos (0,55%)

 5 - Gonzaga (PSTU): 22 votos (0,08%)


 Senador. Comparecimento: 75,66%. Votos brancos:  5.214  7,64%. Votos nulos: 11.281  16,53%


 1 - Ciro Gomes (PDT): 24.372 votos (47,19%)

 2 - Eunício (MDB): 11.564 votos (22,39%)

 3 - Eduardo Girão (PROS): 6.238 votos (12,08%)

 4 - Dra. Mayra (PSDB): 3.968 votos (7,68%)

 5 - Pastor Pedro Ribeiro (PSL): 1.975 votos (3,82%)

 6 - Anna Karina (PSOL): 1.708 votos (3,31%)

 7 - Pastor Simões (PSOL): 719 (1,39%)


 Deputado Federal. Comparecimento: 84,71%. Votos brancos: 1.463  4,29%. Votos nulos: 1.891  5,54%. Mais votados:


  

 Genecias Noronha (Solidariedade): 5.312 votos. Eleito

 Dr. Aníbal (DEM): 3.301 votos. Suplente

 Eduardo Bismarck (PDT): 2.216 votos. Eleito

 Dr. Odorico (PSB): 2.216 votos. Suplente.

 Alexandre Damasceno (PROS): 1.535 votos. Suplente.

 Totonho Lopes (PDT): 1.402 votos. Suplente.

 Guimarães (PT): 1.226 votos. Eleito.

 Idilvan (PDT): 974 votos. Eleito.

 Moses Rodrigues (MDB): 889 votos. Eleito.

 André Figueiredo (PDT): 841 votos. Eleito.

 Gorete Pereira (PR): 766 votos. Suplente.

 Capitão Wagner (PROS): 724 votos. Eleito.

 Dr. Jaziel (PR): 693 votos. Eleito.

 Luizianne Lins (PT): 992 votos. Eleita.

 Priscila Costa (PRTB): 506 votos. Suplente.

 Adail Carneiro (PODE): 453 votos. Suplente.



 Deputado Estadual. Comparecimento: 81,79%. Voto branco: 1.400  4,10%. Voto nulo:  1.966  5,76%. Mais votados:





 
  Leonardo Araújo (MDB): 4.591 votos. Eleito.
  Dr. Sarto (PDT): 3.865 votos. Eleito.
 João Jaime (DEM): 3.531 votos. Eleito
 Walter Cavalcante (MDB): 2.826 votos. Eleito.
 Aderlânia Noronha (PODE): 2.595 votos. Eleita.
 Bethrose (PP): 1.152 votos. Suplente.
 Moisés Braz (PT): 988 votos. Eleito
 Audic Mota (PSB): 801 votos. Eleito.
  Dra. Silvana (PR): 661 votos. Eleita.
 Augusta Brito (PC do B): 480 votos. Eleita.
 Josbertini (PDT): 451. Suplente.
 Edilardo Eufrásio (MDB): 414 votos.Suplente.
 Gordim Araújo (PATRI): 307 votos. Suplente.
 Marcos Sobreira (PDT): 298 votos. Eleito.
 André Fernandes (PSL): 289 votos. Eleito.
 Érika Amorim (PSD):  287 votos. Eleita
 Avelino Forte (PSDB): 237 votos. Suplente.
 Bruno Pedrosa (PP): 196 votos. Eleito.
 Elmano Freitas (PT): 185 votos. Eleito.
 Gelson Ferraz (PRB): 179 votos. Suplente.
 Evandro Leitão (PDT): 174 votos. Eleito.
 Renê Damázio (PSOL): 162 votos. Suplente.


                                                                 Fonte: TRE CE



terça-feira, 8 de maio de 2018

Escola Doméstica de Fortaleza, o Destino das Senhorinhas. Do Templo do Capitalismo para o Lar.


  
A Escola Doméstica de Fortaleza foi fundada em 1936, pouco mais de um ano após o falecimento do proprietário do imóvel no qual funcionaria, Plácido de Carvalho, uma vez que sua consorte optou por residir no seu Excelsior Hotel. Instrução particular voltada para mulheres de famílias de posses, recebeu do governador Menezes Pimentel uma subvenção para auxiliar no aluguel do prédio e de Perboyre e Silva, Diretor de Instrução (Secretário de Educação) material escolar de apoio, tinha como objetivo, dentro de um modelo social patriarcal, a preparação para um sólido casamento e vida para o lar.


  Sua inauguração, porém, ocorreu em 12 de junho de 1937, num evento social que contou com a  presença de autoridades. O grupo Severiano Ribeiro produziu um vídeo devidamente rodado em suas salas, o mesmo da parte de João Dummar, com propaganda na emissora de rádio PRE9. Devido à localização "afastada" da sede, as matriculas foram feitas na rua Barão do Rio Branco, 572, ponto da secretaria, e na Praça José de Alencar, 592 (Rua 24 de Maio),onde residia o vice-diretor.



 Nos moldes da escola homônima de Natal RN, onde concluiu estudos a diretora Maria Odete O’Grady, contava com forte infraestrutura profissional e física. Com cursos longos, a partir de cinco meses de duração, e rigorosa instrução técnica, visando uma “educação moderna” de cultura feminina, na época denominada de “educação doméstica”. Diversificada, abrangia conhecimentos sobre costura, desenho, canto, música e piano; jardinagem, corte e confecções; ginástica,  criação, leitaria, cultura física, puericultura, lavanderia, medicina prática e obviamente cozinha prática e teórica.


 
Palacete do Plácido 1937. Foto J. O.


Após o banho de sol, e a prática esportiva que incluía voleibol, tênis e basquetebol, cada aluna, devidamente fardada, possuia suas tarefas durante as aulas, revezando-se, por exemplo, na ornamentação das salas, no asseio do mobiliário, no arranjo das mesas e na maneira de receber visitas. O grande templo, com os seus andares, quadras e jardins,  favorecia essa distribuição. Por isso, para a direção, eram “cultivadas por todo o corpo discente o sentimento estético e o embelezamento do lar, quer nos dias ordinários, quer nos de festas e recepções”.



Aula de cozinha. Palacete do Plácido (Correio do Ceará)


 

Conforme a diretora, “toda mulher, naturalmente, se preocupa com a organização do seu lar no futuro. E, como se sabe, nos colégios existentes em Fortaleza, tem sido muito esquecido esse lado, esse aspecto da educação: a aprendizagem doméstica. Com uma escola para preencher essa lacuna, podemos dizer com orgulho: as jovens cearenses já podem realizar o seu sonho; já podem ser completas donas de casa”.




Diretora Odete e professoras na varanda do Palacete do Plácido (Correio do Ceará)

 Diretoria: 





Maria Odete O’Grady: diretora técnica. Potiguar de nascimento, loira dos olhos azuis, sua família, descendente de irlandeses, chegou no Ceará onde seu pai era servidor da Fazenda e seu tio Omar dono de famosa construtora. Com o seu irmão, diretor de escola em Mossoró, Padre Jorge O'Grady, desenvolveu os dotes para a educação.






Raymundo Arruda Filho: diretor pedagógico. Zulita Arruda: vice-diretora. Marieta Cavalcanti e Regina Ramos: secretárias. Maria Efigênia Cavalcanti: tesoureira. Professores:Branca Morais Correia: cozinha. Maria Alice Amaral: costura. Monsenhor Octavio de Castro: religião. Adele Mendonça: ginástica.Cândida de Luna Freire: música. Zezita Gurgel Correia: jardinagem








Adicionar legenda



 Padrinho da Escola Doméstica, o poeta Antonio Salles recitou o poema abaixo (de cunho integralista, conservador e machista, como predominava a política na época) no dia da sua inauguração. Lembrando que durante o seu velório, em 14 de novembro de  1940, as alunas, ex-alunas, “afilhadas”, uniformizadas de branco e de boinas, prestaram-lhe homenagens: 


 
Nos anos 1970, abandonado. Foto Cláudio Pereira
“Paladinas do lar, enfim triunfastes!
 Com vossas mãos ativas e piedosas pasmastes as ideias generosas,
que em vosso nobre espírito gerastes.  As pompas vãs do mundo desdenhando, da Pátria ouvindo o maternal chamado, quisestes bem dervi-la, alevantando este Templo à Família consagrado.  As almas jovens, que, desarvoradas,
 sulcariam sem rumo o mar da vida. por vosso ensinamento orientadas, vão em seguro porto achar guarida.  Deus, a Pátria, a Família, eis a trindade que aqui com tanto zelo se cultua; em voz acha esta ensiosa mocidade quem a guie, quem a mae, quem a instrua.  E vós, meninas, damas do futuro, um dia haveis de ter de um lar o mando, e eu vejo em vosso olhar sereno e puro uma esperança imensa alvorejando.  Levarei nos espíritos sagrados semente do bem, que em frutos mil serão por vastas terras espalhados, para a glória de Deus e do Brasil.” 


  Mal terminadas as formaturas das primeiras turmas, a Escola Doméstica de Fortaleza mudou-se para a Av. Visconde de Cahuype (Cauípe), 2995, antiga residênia da família João Gentil, cujo imóvel foi demolido. Em 1974, o palacete da Aldeota veio abaixo após sua venda pela herdeira da família de Dona Pierina Rossi, viúva de Plácido de Carvalho. Um verdadeiro atentado ao patrimônio da cidade.

                                                                                                      (Acervo Lucas)
 

Pesquisa: Academia Cearense de Letras e Jornal Correio do Ceará




Correio do Ceará, 1974



Castelo do Plácido em estado de abandono. (Marciano Lopes)

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Álvaro Martins. Entre os Maiores Poetas do Ceará


O Maior Poeta Morto do Ceará - Jornal A Rua. Fortaleza, 13 de outubro de 1933.  Por Murilo Mota


 
Álvaro Dias Martins
Ninguém, até hoje, cuidou de saber quem é o maior poeta morto do Ceará. Diz-se, vagamente, que fomos possuidores de celsos dedilhadores  da musa, de altos espíritos de musagetes fidalgos, mas pessoa alguma se deu ao piedoso trabalho de pesquisar pelo estudo ou averiguar pelo consenso da intelectualidade indígena, qual seja em verdade o maior poeta cearense dentre aqueles que se enfileiraram ao rol dos mortos.




 A questão não é, como possa parecer à primeira vista, das que se resolvem assim de um modo ao mesmo tempo fácil e seguro, como certos teoremas algébricos e geométricos, que se solucionam sem esforço algum, com a ajuda dos logaritimos. Requer meditação e critério, sem os quais nada de definitivo, de certo, de genuinamente verídico se alcançará.


 Quero crer que é fora de toda dúvida o fato de que para a escolha do “primus inter pares” dos poetas cearenses mortos, três nomes devem surgir à vanguarda à frente dos demais: Juvenal Galeno, Álvaro Martins e José Albano. Destes, deve ser escolhido e aclamado o príncipe dos nossos citaredos defuntos. Certo de que outros, de igual modo admiráveis e brilhantes, existiram, nenhum deles atingiu o esplendor e mesmo o glorioso renome alcançado por esta trindade de nomes tutelares de nossa esquecida e malsinada poética provinciana.


 Para a escolha de seu bonzo aureolado, há a acentuar a imperiosa necessidade de se adotar um critério por meio do qual sejam estes três poetas discutidos  e estudados no ramo de poesia que exploraram e em que fulgiram. Não seria justo, de maneira nenhuma, que, por uma simples tendência de gostos, fossemos levados a aclamar este ou aquele poeta, que da esgalhada árvore do verso tivesse explorado um dos ramos que mais nos agradasse e seduzisse.


 
Fac simile do jornal A Rua, de 1933

Dizemos isso atentando justamente na evidente diversidade entre os três poetas  supra indicados. Juvenal Galeno foi, por exemplo, um valente, um bravo corifeu do abrasileiramento  das nossas letras. Realizou ate um trabalho mais útil que o indianista de Gonçalves Dias. Fundo amor regionalista o fazia torcer o rosto ao ranço do classicismo bolorento e nada lhe soava mais melodiosamente aos ouvidos rústicos que o ritmo dondilha popular ou de uma quadrilha aligeirada transformada nas mãos encantadoras das melopeas pelo encanto emocional de um menestrel matuto.


 Já Álvaro Martins não avançava tanto no seu amor, por assim dizer, folclórico. Amava a sua gente e a sua terra e delas foi um cantor enternecido e singelo, cujo brilho sentimental se punha em flagrante contraste com a simplicidade, a humildade gloriosa de suas rimas. Há produções suas, de gênero regionalista, destinadas a ter a mesma vida da poesia cearense, Talqualmente Juvenal Galeno, no seu gênero popular, Álvaro Martins, o dedicado e robusto criador de Xiquita, não tem rival no seu encanto e lirismo de rapsodo das coisas em cujo acalento nasceu, viveu e morreu.


 Com José Albano, verifica-se um fenômeno diametralmente oposto. Avesso à toda a simplicidade rústica, à toda a pobreza discreta de rima e amante da variedade policrômica do vocabulário acadêmico, voltou-se inteiramente aos processos clássicos, tentando ressurgir, em plena alvorada do século vinte, o quinhentismo rígido de Camões e Gil Vicente. Foi um purista inigualável , sentindo=se nos seus versos, que são reveladores de emoção artística  de uma grande, de uma alta, de uma iluminada alma de poeta, em que a preocupação de forma, do aticismo linguístico e verbal denunciava a elegância, a fidalguia heráldica que lhe eram características.


 Foram, assim, grandes os três, em gêneros e de formas diferentes. Há, para a escolha do “magnus parens” , a dificuldade embaraçosa do “embarras du choix” , Bem difícil, portanto, foi a tarefa que vem de tomar a ombros o Centro Estudantil Cearense,procurando aclamar, por meio de seus habituais torneios intercolegiais de cultura, o maior poeta morto do Ceará. Bem difícil e intrincada principalmente quando se atenta na veracidade  do venerabilíssimo chavão que reza, acertadamente, que “de gustibus non”.


quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Fortaleza 1957. A Capital dos Clubes Elegantes

Texto original. Autoria jornalística. Jornal Tribuna do Ceará.

14 de dezembro de 1957.

Fortaleza, a Capital dos Clubes Elegantes

 
Náutico A. C. ainda em obras. (1957)
Nesta edição especial, não poderíamos deixar de falar a respeito da sociedade de Fortaleza que, em verdade, sempre teve vida intensa e marcante no desenvolvimento da cidade. Faça,os, de início,  um pequeno retrospecto de como o fortalezense se divertia em épocas passadas, onde brilhavam as tradicionais famílias, Ferreira, Fiúza, Gentil, Albano, Salgado, Cruz e outras que nos fogem à memória. Naqueles tempos, dois clubes reuniam o que a cidade tinha mais seleto: Iracema e Diários, que, com suas notáveis reuniões, davam um esplendor digno de nota na vida da “Loira Desposada do Sol”. Afora os clubes, o mundo social contava com o Theatro José de Alencar, por onde passaram grandes artistas nacionais e internacionais, bem como as melhores companhias teatrais da época, e cujas exibições te hoje vivem  na memória daqueles que assistiram a esses espetáculos.
 A sociedade contava, ainda, com o Cine Majestic, que era ponto de reunião dos “grã-finos”, mas com o advento do cinema sonoro passou a ser relegado a segundo plano, posto que a inauguração do Cine Moderno, luxuoso para a época, trouxe o filme falado, com as sessões às quartas e sábados, sendo o ponto alto para a sociedade  desses tempos idos. Havia também o Rotisserie, bar e restaurante de primeira ordem, local obrigatoriamente frequentado pela “alta”, e, logo mais, a Nice, confeitaria e casa de chá de luxo que não se deve omitir.


O Presente


 A Fortaleza elegante de hoje sinceramente não tem um lugar (onde se reúna sorveteria, casa de chá, bar ou restaurante) considerado de primeira ordem, e sendo assim o alto mundo social fortalezense está se concentrando nos clubes elegantes, que oferecem ótimos programas aos seus associados, com seus restaurantes e bares de primeira. Falar de altos círculos sociais é, portanto, falar dos nossos clubes, aliás em número elevado, e famosos em todo o Brasil pelo bom gosto de suas construções e pela vantagem de se situarem, em sua maioria, na orla marítima . Dessa maneira, resolvemos fazer um relato sobre os nossos principais clubes, mostrando o que os mesmos oferecem à sociedade.


Náutico Atlético Cearense

 


Náutico Atlético Cearense. Obras avançadas.

Além da sua sede estar aberta para o banho de mar e práticas esportivas, dispõe aos associados, no meio da semana, de uma sessão cinematográfica com um filme de longa metragem, seguida de uma tertúlia dançante ao som do seu aparelho de alta fidelidade. Constata-se, portanto, no colosso do alviverde, às quartas feiras, a presença da sociedade de nossa terra, principalmente da nova geração. Oferece, nas manhãs de domingo, sessões esportivas muito concorridas, sendo grande o movimento nas quadras de voleibol, basquetebol, tênis e completo “play-ground” para crianças, e para estas uma sessão de cinema a partir das 18 horas, o que a tornou a coqueluche do momento. Quanto à programação, está um pouco fraca. Segundo a diretoria, porém, justifica-se o aguardo do término da construção do conjunto de piscinas, das quais a maior, medindo 50 x 25 metros, sendo conveniente frisar que o conjunto será o maior da América do Sul. Ao lado das piscinas está sendo construído um grande “ring” de patinação, a ser entregue ao término das outras, em junho ou julho do próximo ano. Destaca-se, ainda, o apreço às grandes festas anuais de 28 de junho (aniversário) e 31 de dezembro, grande baile de fim de ano, com desfiles de “debutantes”, e diversas festas em benefício  das instituições de caridade promovidas por senhoras da sociedade,  com total apoio do clube


Iate Clube


 Com sede na Av. João Pessoa, o Ideal Clube inaugurou a sua filial na praia, na Av. Monsenhor Tabosa, e em seguida como a nova sede, em 1939. Com uma arquitetura moderna, chama a atenção pela beleza. Um conjunto dos mais belos, agradando em cheio o visitante. É casa de visitas da nossa cidade, considerado o clube mais seleto de Fortaleza. Construído ao estilo colonial, com muito esmero, conserva toas as belezas que o local oferece, inclusive os coqueiros e a paisagem que se destaca naquele recanto. Oferece uma vasta programação ao alto mundo social de Fortaleza, quer em divertimentos, quer no setor cultural. Vejamos:Segundas-Feiras:  Das 9 às 10 horas ginástica para senhoras, ministradas por um professor competente. Das 20 às 21 horas aulas de francês. Terças-Feiras: Às 20 horas sessão cinematográfica, com um longa metragem (35 mm). Quartas-Feiras: Das 9 às 10 horas ginástica para senhoras, e à noite reunião entre sócios para bate papo. Quintas-feiras: 20 horas cinema com longa metragem. Sextas-Feiras: Das 9 às 10 horas ginástica para senhoras. Aulas de francês e inglês das 20 às 21 horas, e de 21 às 22 horas, respectivamente. E finais de semana lazer aos associados, provas de natação noturnas, recitais, concertos, etc.


 Clube Líbano Brasileiro


 Em fase de acabamento, a sua majestosa sede já é dotada do que mais moderno existe, inclusive de máquinas cinematográficas para exibição de filmes pelo processo  CINEMASCOPE, 35 mm e 16 mm, e no momento com exibições às segundas-feiras e tertúlias dançantes aos sábados. A sua diretoria estuda grandes promoções para divertimentos para quando da inauguração do prédio, em breve. Podemos adiantar que terá um luxuoso restaurante, onde serão servidos pratos sírios e brasileiros, inédito em Fortaleza. Foram iniciadas as contruções de quadras de tênis, voleibol, basquetebol, e, logo após, a moderna  piscina de 25 por 16 metros. O s diretores libaneses querem que os sócio tenham todo o conforto e uma programação semanal das melhores, para isso já tendo criado o quadro de sócios contribuintes, que será selecionadíssimo. Pelo exposto, o Líbano será sem favor um dos melhores do Brasil.


 Clube dos Diários


 Por enquanto está oferecendo aos seus sócios uma tertúlia semanal aos sábados, juntamente com uma sessão cinematográfica. A piscina já está praticamente terminada e a sua inauguração se dará no mês de janeiro, vindo um ballet aquático, além dos desconhecidos malabaristas loucos especialmente do Rio de Janeiro para a festa.



No Centro da cidade o Palacete Guarany: Clube dos Diários da Belle Époque (1913)

 

Iate Clube


 É o caçula dos nossos clubes, funcionando provisoriamente, sendo a sua praia (no Mucuripe) a mais frequentada pela nossa sociedade. Em todos os domingos a diretoria iatista oferece aos associados uma grande garagem que já não comporta o abrigo de todas as embarcações. Sob direção de Jório Juaçaba a promessa é que a sua inauguração ocorra em breve, e com uma grande garagem para as embarcações. Embora um dos mais fechados de Fortaleza, será, pelos seus projetos em andamento, um dos nossos grandes clubes.


 Maguary Esporte Clube


 
Histórico Maguari dos Príncipes
Em matéria de festas é o que mais oferece aos nossos círculos sociais. Sua programação fixa semanal está um tanto quanta reduzida, limitando-se a sessão cinematográfica  e uma tertúlia dançante aos domingos. Contudo, é um dos bons clubes da cidade, muito frequentado e de um ambiente agradável, sendo o seu carnaval o melhor de Fortaleza, principalmente na terça-feira, quando toda a sociedade da capital se reúne a fim de se despedir do Rei Momo, despedida esta que se dá às 7 horas da manhã de quarta-feira de cinzas, sendo um espetáculo inolvidável.


 Fortaleza social conta ainda com outros clubes de primeira, como sejam:  CLUBE IRACEMA ( em construção), em cuja frente se encontra o confrade Claudio Matos, oferece às sextas-feiras uma das mais agradáveis tertúlias. Sua sede já é uma realidade patente, reunindo em seu quadro seletivo um seleto grupo de sócios. Será, sem dúvidas, um dos melhores da nossa terra.


 O CENTRO MASSAPEENSE, um dos nossos bons clubes, agora está sob nova orientação, à frente o Sr. Wilson Rodrigues Dias.


 O COMERCIAL CLUBE, sob a esclarecida direção do prof. José Claudio de Oliveira.


 O CIRCULO MILITAR DE FORTALEZA, que reúne a oficialidade das nossas classes armadas, oferece bons programas à nossa sociedade, incluindo festas, exibições cinematográficas e tertúlias.

                                                              Créditos, texto e fotos do jornal Tribuna do Ceará


Nota do Blog:

 O Náutico Atlético Cearense foi inaugurado em 9 de junho de 1929 na Praia do Magarefe ( Praia Formosa). As atuais instalações, na Praia do Meireles, projetadas pelo arquiteto húngaro Emilio Hinko, foram inauguradas em 19 de julho de 1959. Portanto, a matéria foi feita durante andamento das obras, e ao visto a pista de patinação não saiu. Nos solidarizamos à campanha pela conservação do prédio histórico, o qual a especulação imobiliária pretende mexer bruscamente no rico projeto arquitetônico com o aval da diretoria diante de uma dívida milionária. Com parte tombada pelo Município e a negativa pelo Estado (Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural) é provável que mais um patrimônio cultural da cidade se descaracterize. 


 A primeira sede do Ideal Clube localizava-se na Av. João Pessoa, Damas, inaugurada em 3 de outubro de 1931. Um ano depois inaugurou-se a filial, na praia, tornando-se definitiva a sede na Praia de Iracema em 31 de dezembro de 1939.


 O Iate Clube localizava-se anteriormente (1946) na Barra do Ceará, na antiga sede da alemã aérea Condor, quando ali funcionou o nosso aeroporto.


Na esquina da Av.  Santos Dumont com Barão de Studart funcionou a sede provisória do Clube Líbano Brasileiro, em 1947, mas apenas onze anos depois foi inaugurada a sede, na rua Tibúrcio Cavalcante, no Meireles. Infelizmente foi demolida para a construção de um prédio de luxo com o mesmo nome.


 O Clube Iracema era o mais antigo de todos, de 1884, quando dividia o prestígio da “sociedade” com o Clube Cearense. Em 1940 foi para a Praça dos Voluntários (Palacete Iracema), sendo desapropriado pela PMF, incorporando-se ao Clube dos Diários. Durante a presidência de Raimundo Girão, adquiriu-se um terreno (e o arquiteto Emilio Hinko projetou) a sede na Rua Carlos Vasconcelos com Pereira Filgueiras, sendo vendido e dando origem à atual sede regional da receita Federal.


 Já o Clube dos Diários é de 1913, marcando, nos idos do famoso Palacete Guarany, seus grandes bailes. Em 1956 transferiu-se para a Beira Mar, cuja sede, devido às dívidas, acabou vendida, e  em 2003 mudou-se para a Praia do Futuro.


 A sede do Maguari, o Clube dos Príncipes, primeiramente era no Alagadiço (atual Av Bezerra de Menezes), depois  Av. Visconde de Cauípe (1924), e sem seguida na rua Barão do Rio Branco (Benfica), em 1946. Seu time de futebol era fortíssimo e de grande torcida. Encerrado as atividades sociais e esportivas  em 1976, o prédio continua no mesmo local. Já o time de futebol os saudosistas estão tentando ressuscitar.

 O Centro Massapeense e o Comercial Clube também tiveram os prédios demolidos.

                                                        

                                                                                        (J. Lucas Jr.)






   

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Trairi CE - Seca de 1877 - 1879. Comprovante de Entrega de Comida

Logotipo produzido pela Tipografia do
 País (Maranhão)

Registro de compromisso e recibo, devidamente assinado e selado, no valor de 200 réis e foto de D. Pedro II, do comandante do iate Camilla, da Companhia Maranhense (que reinava na costa norte), ao qual se dispôs a entregar 500 volumes de mercadorias como “ambulância” (ajuda) às vítimas da grande seca de 1877 - 1879 em Trairi. Isso após a Comissão de Socorros listar, para o presidente da Província, José Júlio de Albuquerque Barros (sobralense), os nomes de 3.392 atendidos sem que soubesse que as terríveis febres se tratavam da varíola (bexiga), a maioria pessoas de outras freguesias (do sertão) enviadas ao nosso litoral à beira de rios e peixes como forma de sobrevivência. 


 Porto de Flecheiras em vez de Mundaú, o tradicional, certamente devido à aproximação da vila, onde se encontravam os flagelados, em número muito superior à população nativa. E da praia, a mercadoria levada pela força humana sobre os morros ao destino final:


 

Eu, abaixo assinado, mestre que sou do hiate Nacional Camilla, que o presente está ancorado no porto desta cidade para seguir viagem ao porto de Frexeiras, onde pretendo descarregar e que é verdade que recebi e tenho carregado dentro da dita embarcação, debaixo de coberta enxuta e bem acondicionado da comissão de compras e transporte por mar,  o volume com a marca à margem, o que me obrigo e prometo, levando-me Deus a bom salvamento e a dita embarcação, entregar em nome  da sobredita, a Comissão de Socorros de Trahiry. Frete: 600 réis à vista do valor do recibo da entrega. E para assim cumprir e guardar, obrigo a minha pessoa, bens e a dita embarcação; em certeza do que dei três conhecimentos de igual teor, assinados por mim ou por meu escrivão; um cumprido, os mais não valham.


                                                                                   

                                                                    Ceará. 28 de agosto de 1879. Pelo Mar                                                                  

                                                                                                 José Maria Silveira



 

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Itapipoca CE - Antônio Tabosa Braga

O Falecimento - Matéria do O Nordeste de 15 de abril de 1935.



Corpo de Mons. Tabosa na Casa do Clero

 Fechou os olhos à luz da vida Monsenhor Tabosa Braga. Na sua trajetória pela terra cumpriu a missão de verdadeiro apóstolo de Jesus, dando-s todo a todos, no dizer expressivo das sagradas letras. Foi o sacerdote modelar, pela inteireza da fé e pelo acendrado zelo da sua caridade. Essas virtudes básicas constituíram o fundo do seu caráter de padre, à altura das excepcionais necessidades do nosso dia. O seu exemplo de abnegação e de solidariedade integral ao sentimento da Igreja, expresso através da voz da hierarquia, era uma presença viva e eloquente da palavra luminosa do Evangelho. Ao contato daquela alma dominada pela paixão de fidelidade ao Pastor Celeste rendiam-se as mais fortes hostilidades ao bem. Mas o Monsenhor Tabosa Braga possuía a condão para persuadir as inteligências pela irradiação comunicativa da sua bondade. Nasceu para guiar consciências no rumo do infinito, e jamais, nem de leve, transigiu  com os deveres de tão bela e nobre vocação.



 No exercício do paroquiato, em nossos ásperos sertões, consumiu a seiva da mocidade, entregue, noite e dia, ao exaustivo trabalho do ministério. Chamado, mais tarde, para o cargo de alta responsabilidade, junto ao chefe do rebanho fiel, passou a colaborar, como vigário da Arquidiocese, no governo espiritual da nossa terra. A sua visão segura das realidades do meio, a sua inteligência lúcida, a sua vontade de aço, o seu espírito de sacrifício, sempre disposto a imolar o mais pequenino conforto dos interesses do próximo, Dele fizeram o protótipo perfeito do discípulo encantado pelas lições do Mestre Divino.



 Ele quis o Cristo com a sua cruz. Jamais vimo-lo fugir ao dever do sofrimento. Foi o amigo de todos os tempos, mas sobretudo o amigo das horas difíceis. Nunca o valoroso e leal defensor da causa da Verdade deixou de estar no seu posto em momento de perigo. Com que desassombro e generosidade tomava para si as posições delicadas, quando a luta era mais renhida e ofensiva adversa mais impetuosa! Era a encarnação admirável do otimismo franco e espontâneo, oriundo da sua confiança ilimitada da assistência do Alto. Combatia certo da vitória e nem de longe podia admitir que as hostes do mal viessem a prevalecer. Infundia, aos que dele se aproximavam, a coragem decidida no êxito  das realizações da Boa Causa.







Chegou ao termo da jornada, merecendo as bênçãos de toda uma população reconhecida pelos benefícios dispensados. Foi receber de Deus a palma de toda uma existência, consagrada aos labores pela glória de Igreja. O seu enterro foi a mais evidente apologia a seus feitos de heroica benemerência. Toda aquela massa humana incomputável rendia o preito da sua gratidão ao semeador de tantos frutos salutares, em bem do nosso povo. Ninguém havia ali que não devesse ao pranteado morto a graça de um favor. Aquele por quem tudo abandonou e a quem procurou seguir com a maior generosidade e o mais ardente entusiasmo. Lágrimas marejavam os olhos de toda a gente. A partida para a eternidade do grande benfeitor dos pobres e ricos a todos consternava. A saudade feriu profundamente a família conterrânea diante do féretro daquele sacerdote, que foi uma das mais enérgicas afirmações do prestígio do nosso clero.




Biografia





O seu jornal noticia o seu falecimento

Antônio Tabosa Braga nascera em Itapipoca a 19 de dezembro de 1874, sendo seus pais o capitão Domingos Francisco Braga e dona Anna Luiza Braga. Aos 13 anos matriculou-se no Seminário de Fortaleza, tendo feito curso de Teologia no Seminário da Paraíba, onde recebeu o presbiterato, em 1898, das mãos do Exmo Sr. Dom Adaucto Aurélio de Miranda Henriques. Ordenado sacerdote, quis que o seu ministério sagrado se desenvolvesse na sua terra e voltou ao Ceará, onde foi nomeado vigário de Santa Quitéria. Ali fundou um colégio de instrução primária e secundária, chegando a ter matriculados 65 alunos. De Santa Quitéria, onde se tornou célebre o seu zelo de pároco, por ocasião de surto pestífero passou a responder pela paróquia de Pacoti, em 1906, posto em que continuou com imenso proveito para as almas, as lutas do seu incansável apostolado. Chamado à Capital, foi vigário do Carmo, diretor de várias associações, jornalista, como um dos fundadores do jornal O Nordeste, as Arquidiocese de Fortaleza, no qual assinava como “Velho Nicodemos”, merecendo destaque especial o seu papel relevante em favor da Boa Imprensa, do Leprosário, da propaganda do catecismo, das comunhões de Páscoa  em comum. Ao falecer, era vigário-geral da Arquidiocese, cargo que desempenhava há anos.


 Sem esquecer a sua terra, lá esteve em 1926 para acalmar os ânimos diante do choque político entre coronéis, que envolvia a sua família, como Domingos Braga Filho e Anastácio Braga Filho. Dois anos após, o famoso político Anastácio Braga acabou assassinado por Joaquim Jerônimo de Sousa.


 O falecimento de Monsenhor Tabosa Braga se registrou pouco depois das 13 horas de sexta-feira, 12 de abril, no quarto que o mesmo ocupava, na Casa do Clero, à rua Tristão Gonçalves. Durante o período mais grave da sua enfermidade recebeu a assistência dos seus clelegas de clero e de distintos amigos, sobressaindo-se o próprio chefe da Arquidiocese, D. Manoel, que lhe fazia repetidas visitas, interessando-se pelo seu estado com todo o devotamento do seu coração de amigo e pastor. Sofreu, durante os longos meses de enfermidade, imensa dor, a se notar pelo seu rosto a banhar-se em lágrimas quando o visitante relembrava áureas quadras do seu apostolado, aludindo as campanhas de religião e de patriotismo a que consagrou a sua inteligência, o seu coração, a sua virtude. Tabosa aparecia sempre como o animador esclarecido e forte, humilde sem baixeza, destemido sem imprudência, denotando, em todas suas atitudes, a finíssima tempera do seu caráter de verdadeiro sacerdote.




 O Enterro





Secret. Quinderé. Convite para
exéquias.

S Não há palavras para descrever a extraordinária manifestação da alma do nosso povo em que redundou o saimento fúnebre, iniciado por volta das 9 horas. No consenso de todos, jamais foi visto, no Ceará, espetáculo que lhe assemelhasse. Representantes de todas as classes sociais, sem distinção, acorreram para as últimas homenagens, fato que, diante da multidão, os automóveis acompanharam lentamente os passos dos pedestres.  Durante o trajeto a urna funerária foi conduzida a braços, sendo necessária, em certo ponto, levantá-la como se fosse a ombros para permitir que se tocassem o ataúde. Todo o clero presente, à frente D. Manoel, seguido dos representantes de todos os colégios religiosos, de todas as ordens, médicos, professores, jornalistas, advogados, estudantes, militares, comerciantes,  o povo enfim, como o Dr. Menezes Pimentel e exma. família fazendo as mais ardentes preces pelo descanso eterno da grande e generosa alma de Monsenhor Tabosa.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Fortaleza E. Clube. 99 Anos do Clube da Garotada

1920. Em uma década sete títulos cearenses.

18 de outubro de 1918. Oriundo do Stella Foot-Ball Club (provavelmente de 1913) é fundado, por Alcides de Castro Santos, o Fortaleza Sporting Club. Com o sustentáculo daqueles que fundaram o futebol cearense, como o Dr. José Silveira, que foi buscar a primeira bola no Rio de Janeiro, e do fotógrafo e futuro cinegrafista Ademar Bezerra de Albuquerque, fundador da Aba Film, o clube teve participação fundamental na introdução do futebol cearense, uma vez que participou de todos os torneios amadores ocorridos na parte inferior do Passeio Público. Tanto como Stella, como Fortaleza Foot-Ball Club (1914), e oficialmente, documentado, em 1918, partindo com sete títulos estaduais na década de 1920, arrastando uma massa de torcedores. 


 
Alcides Santos
Alcides Santos, filho do notável professor e deputado Agapito dos Santos (pernambucano), estudou na Suíça, como muitos cearenses, dando o nome da sua escola ao time que fundou (Stella). Mais maduro, tornou-se diretor-gerente da empresa Studart & Cia, com respeitável prestígio na sociedade. Na diretoria do clube, o aporte financeiro do capitalista João da Frota Gentil e de vários comerciantes emergentes da capital. A primeira sede foi fundada na Av João Pessoa (antiga Bemfica) e a segunda no Pici pelo presidente Otoni Diniz, hoje com estádio e grande infraestrutura, o que lhe garante, pela localização, possuir estimável valor financeiro. 

Estes 99 anos de muito trabalho, de momentos difíceis, suplantados pela paixão de uma das mais eufóricas torcidas do País, foram brindados pelo acesso à Série B do Campeonato Brasileiro e pela chegada da Caixa Econômica Federal, sua nova patrocinadora. Ao Fortaleza Esporte Clube os nossos parabéns. "Receba os sinceros abraços da torcida tão leal, meu Tricolor de Aço".




Campo do Prado lotado em amistoso contra o Bangu em 1920.
(Vida Sportiva SP)


Flagrante de 1914. Fortaleza F. C contra o time da Marinha (Almirante Barroso) na base do Passeio Público. (O Malho)



Militar Mozart Gomes, pai de Mozarzinho e Moésio, e a equipe da São Silvestre de 1941. (Unitário)




Moésio e Charuto (Trib. do CE 1959)


Mesquita e Sanatiel (Unitário 1960)


Mozart (Trib. do CE 1967)


Croinha (Gazeta de Notícias 1966)



Joãozinho. O homem do gol do título de 1969, quando o PV recebeu 32.234 pagantes.(Tribuna do Ceará)


Louro (Gazeta de Notícias 1969)


PV: gol de Marciano, ao lado de Louro e Chinezinho. (Tribuna do Ceará 1973)



Castelão: gol de Amilton Melo. (Tribuna do Ceará 1973)